Auxílio emergencial para trabalhadores de aplicativo na pandemia
Legislamos para quem trabalha sobre rodas antes de a pauta virar disputa nacional, quando entregador e motorista foram chamados de essenciais e tratados como descartáveis.
PL 1570/2020
Trabalho e cultura
6x1seis dias na labuta, um para lavar roupa, cuidar dos filhos e, se sobrar, viver.
A escala 6x1 rouba o descanso de quem trabalha. E quem entrega ou dirige por aplicativo trabalha sob um patrão que não tem: o algoritmo decide a corrida, o preço e a punição, e não mostra a regra a ninguém.

O problema
Jornada exaustiva não é só cansaço: é filho que cresce sem o pai por perto, é consulta médica que nunca cabe na semana, é curso que nunca começa. E quando o trabalhador do DF procura a cultura para respirar, encontra o Fundo de Apoio à Cultura cortado em 21,7% pelo governo do DF.
O que já fizemos
Legislamos para quem trabalha sobre rodas antes de a pauta virar disputa nacional, quando entregador e motorista foram chamados de essenciais e tratados como descartáveis.
PL 1570/2020
Por que no Congresso
1 Na Câmara Legislativa
Deu para proteger o trabalhador de aplicativo na pandemia, propor o fim da 6x1 nas contratações do poder público do DF e levar dinheiro à cultura por emenda.
2 Na Câmara dos Deputados
É onde se muda a CLT, se regula o trabalho por aplicativo com presunção de vínculo e se garante o financiamento nacional da cultura.
O fim da escala 6x1 para todos os trabalhadores é mudança na CLT. O recorte do poder público do DF foi o que dava para fazer daqui, e ele nunca foi o objetivo final.
No piloto da semana de quatro dias, 92% das empresas decidiram manter o modelo e o burnout caiu 71%.
Reduziu a jornada sem corte de salário, e hoje cerca de 86% da força de trabalho tem direito a jornada reduzida.
Primeira norma europeia a dar ao trabalhador acesso ao algoritmo que o comanda. Sem ver o algoritmo, o trabalhador negocia vendado.
Somaram cerca de R$ 7 bilhões e provaram capacidade de execução da política cultural brasileira.
O que vamos fazer
O algoritmo virou patrão sem rosto. Está na hora de ele prestar contas.
O aluguel correu na frente do salário, e a lei que rege cada contrato é federal e é de 1991.
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