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Antirracismo

A maioria que constrói a cidade

55%da população do DF é negra. É a maioria que constrói a cidade, mora mais longe, ganha menos e enterra os seus mais cedo.

O racismo no DF não é atitude isolada. É padrão com endereço: o terreiro atacado enquanto a igreja da esquina vive em paz, a abordagem policial que muda de tom conforme a cor de quem atravessa a rua, o bairro sem árvore que é sempre o bairro sem renda.

Quero um DF antirracista
Ato antirracista em território periférico do Distrito Federal
  • A maioria que constrói a cidade

O problema

Até a sombra obedece à desigualdade

As regiões do DF com menos árvore são as mais quentes e as mais pobres. Foi preciso derrubar um veto de Ibaneis Rocha para que a lei obrigasse plantio equivalente em todas as regiões, e não só nas que já têm verde.

Na ponta mais dura, a violência de Estado tem cor. A Comissão de Direitos Humanos que presidimos monitorou 224 denúncias de violência policial entre janeiro de 2020 e março de 2025, e levou ao MPDFT casos como o do jovem negro agredido em Planaltina, em 2023.

O que já fizemos

Já brigamos essa briga

Programa Distrital de Combate ao Racismo Religioso

Protege o terreiro e protege a fé de qualquer pessoa, porque liberdade religiosa é direito de quem crê, seja no orixá, seja no evangelho. É pauta antirracista dita numa língua que une a mãe de santo e a irmã de igreja contra o mesmo agressor.

Lei 7.226/2023

  • Política de arborização e combate às desigualdades ambientais, que obriga plantio equivalente em todas as regiõesPLC 64/2025, com veto de Ibaneis derrubado em dezembro de 2025
  • Participação na Frente Parlamentar em Defesa da Liberdade Religiosa
  • Monitoramento permanente da letalidade policial pela Comissão de Direitos Humanos, com denúncia ao MPDFT caso a caso

Por que no Congresso

Por que essa briga se resolve na outra Brasília

  1. Na Câmara Legislativa

    Deu para criar o programa contra o racismo religioso, obrigar plantio equivalente entre regiões e monitorar a violência policial denúncia por denúncia.

  2. Na Câmara dos Deputados

    É onde se defende a Lei de Cotas contra retrocesso, se financia prevenção de homicídios de jovens negros e se aprova a lei nacional de câmeras corporais.

O racismo religioso não respeita divisa de unidade da federação. A proteção também não pode respeitar.

Não é experimento. Já funcionou.

  • São Paulo

    As câmeras corporais derrubaram a letalidade policial em 62,7%.

  • Fica Vivo!, Minas Gerais

    Programa de prevenção de homicídios de jovens com núcleos territoriais, referência nacional de desenho.

  • Medellín

    Derrubou a temperatura de 31,6°C para 27,1°C com cerca de 880 mil árvores plantadas por jardineiros das próprias comunidades: sombra e emprego no mesmo contrato.

O que vamos fazer

O que vamos fazer na Câmara

  1. Programa nacional de combate ao racismo religiosolevando ao país o desenho da lei que aprovamos no DF.
  2. Defender a Lei de Cotascontra qualquer retrocesso e ampliá-la para a pós-graduação e os concursos públicos.
  3. Programa federal de prevenção de homicídios de jovens negroscom núcleos territoriais no modelo do Fica Vivo!.

Lista completa

  • Recriar no Congresso a frente parlamentar em defesa da liberdade religiosa e dos povos de terreiro
  • Destinar emendas para juventude negra no DF: cultura, primeiro emprego e permanência escolar nas RAs de maior violência
  • Política nacional de justiça ambiental urbana, com critério de equidade racial e territorial nos investimentos de arborização, drenagem e adaptação
  • Financiar o verde urbano com trabalho das próprias comunidades, no modelo de Medellín, com emendas de bancada para as RAs mais quentes, como Estrutural e Sol Nascente
  • Levar à Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara o monitoramento da violência policial que já fazemos no DF, com defesa de ouvidorias autônomas
  • Coibir abordagens sem elementos objetivos, motivadas por perfilamento racial, tanto na segurança pública quanto na segurança privada de estabelecimentos comerciais
Ver o programa completo dessa pauta

Política pública vista de onde a maioria vive

Num DF de maioria negra, pauta antirracista não é recorte. É a cidade inteira olhada do lugar onde a maioria das pessoas mora, trabalha e cria os filhos.

Entra no grupo de WhatsApp da campanha e acompanha essa luta chegando na Câmara dos Deputados.

Quero um DF antirracista

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O bairro sem árvore é sempre o bairro sem renda. Isso tem nome e tem responsável.

Fontes

  • População negra do DF, denúncias de violência policial monitoradas entre 2020 e 2025, resultados das câmeras corporais em São Paulo e da arborização de Medellín: Programa Fábio Felix Federal 2026.

Outras pautas