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Mulheres

Morte anunciada em capítulos

6 leisnasceram da CPI do Feminicídio na Câmara Legislativa, que Fábio relatou e que gerou mais de 80 recomendações.

Quase todo feminicídio é uma morte anunciada: o boletim de ocorrência que não virou proteção, a medida protetiva que ninguém fiscalizou, a vizinha que ouviu e não tinha para quem ligar. Ouvimos, caso a caso, onde o Estado falhou.

Quero proteção que funciona
Audiência pública sobre enfrentamento à violência contra a mulher no Distrito Federal
  • Morte anunciada em capítulos

O problema

Sair de casa é só o primeiro obstáculo

No DF, a mulher que sobrevive à violência enfrenta a segunda fila: a da creche, a do emprego, a da casa para recomeçar longe do agressor. Proteção sem trabalho e sem renda devolve a mulher para a casa de quem a agrediu.

E há a violência que se organiza antes de chegar em casa. A radicalização misógina recruta adolescentes na internet, nas redes redpill e incel, e chega à escola antes de chegar ao boletim de ocorrência.

O que já fizemos

Já brigamos essa briga

Relatoria da CPI do Feminicídio na Câmara Legislativa

Da relatoria saíram 6 leis e mais de 80 recomendações. Entre elas, o Observatório inscrito na Lei Orgânica do DF (PELO 35/2021) e a reserva de vagas de trabalho para mulheres em situação de violência (PL 186/2023).

  • Maria da Penha nas Escolas, que leva o enfrentamento à violência contra a mulher para a rede de ensinoPL 233/2019
  • Programa Órfãos do Feminicídio, somado à Lei 6.937/2021, que instituiu o amparo a esses órfãosPL 1737/2021
  • Formulário de avaliação de riscoPL 1984/2021
  • Relatório de Violência contra a MulherPL 1985/2021
  • Voto contra o PL antiaborto na CLDF em 2024 e apoio à Recomendação 02/2025 do MPDFT pelo aborto legal

Por que no Congresso

Por que essa briga se resolve na outra Brasília

  1. Na Câmara Legislativa

    Deu para investigar caso a caso, criar observatório, garantir vaga de trabalho a quem sobrevive e levar prevenção para a escola do DF.

  2. Na Câmara dos Deputados

    É onde se torna obrigatória a avaliação de risco integrada entre polícia e Justiça, se garante custeio permanente da Casa da Mulher Brasileira e se barra qualquer retrocesso no aborto legal.

Essa pauta se mede por uma pergunta simples: a mulher que decidir sair hoje de uma casa violenta no DF encontra o quê? A resposta precisa ser proteção medida, casa, renda e uma escola que educou o agressor de amanhã para não ser.

Não é experimento. Já funcionou.

  • VioGén, Espanha

    A avaliação de risco integrada, em cinco níveis, reduziu a reincidência quase à metade.

  • Juizados especializados, Espanha

    Criados pela lei de 2004, acompanharam queda de 29,57% nos assassinatos de mulheres entre 2003 e 2022.

O que vamos fazer

O que vamos fazer na Câmara

  1. Avaliação de risco integrada obrigatóriaentre polícia e Justiça, no modelo do VioGén: risco medido vira proteção antes, não inquérito depois.
  2. Custeio federal permanente da Casa da Mulher Brasileiracom emendas de bancada para o DF.
  3. Votar contra qualquer retrocesso no aborto legale fiscalizar a oferta real do atendimento garantido pela Lei do Minuto Seguinte.

Lista completa

  • Expandir os juizados especializados de violência contra a mulher, com a experiência espanhola como referência
  • Pacto nacional de prevenção ao feminicídio, integrando segurança pública, assistência social e saúde, com compartilhamento de dados e formação de servidores para evitar revitimização
  • Tipificar a incitação ao ódio contra mulheres, inclusive online, com dever de remoção célere e transparência das plataformas sobre as redes organizadas de ódio de gênero, com multa proporcional ao faturamento
  • Incluir a dimensão de gênero na educação midiática escolar, porque a radicalização misógina recruta adolescentes
  • Fortalecer a política nacional de proteção aos órfãos do feminicídio, ampliando o programa que apresentamos no DF
  • Fortalecer a Maria da Penha nas Escolas em âmbito federal, nomeando o bullying de gênero pelo que ele é
Ver o programa completo dessa pauta

Proteção medida, casa, renda e escola

Campanha não salva ninguém sozinha. O que quebra o ciclo é sistema: risco medido, juizado que funciona, porta única aberta 24 horas e emprego para recomeçar.

Entra no grupo de WhatsApp da campanha e acompanha essa luta chegando na Câmara dos Deputados.

Quero proteção que funciona

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Proteção sem renda devolve a mulher para a casa do agressor.

Fontes

  • Leis e recomendações da CPI do Feminicídio da CLDF, resultados do VioGén e dos juizados especializados espanhóis: Programa Fábio Felix Federal 2026.
  • Lei do Minuto Seguinte: Lei 12.845/2013.

Outras pautas