Amparo a órfãos do feminicídio
A criança que perde a mãe para o feminicídio é a vítima que o Estado costuma esquecer. Essa lei coloca o DF do lado dela.
Lei 6.937/2021
Crianças e adolescentes
1988é o ano em que a Constituição deu prioridade absoluta a crianças e adolescentes. Quase quatro décadas depois, isso ainda não virou orçamento.
O artigo 227 manda a família, a sociedade e o Estado garantirem vida, saúde, educação e dignidade a essa população, com primazia sobre tudo. Na prática, o que existe é orçamento insuficiente, articulação frágil entre os entes e política que muda a cada governo.

O problema
O descompasso é estrutural. Falta recurso carimbado para a infância, falta articulação entre União, DF e as políticas locais, e falta continuidade: cada governo recomeça do zero uma política que deveria ser de Estado.
E há uma frente nova, que os pais conhecem melhor que qualquer legislador. O algoritmo trabalha de madrugada, empurra conteúdo nocivo e publicidade abusiva, e transforma sofrimento psíquico de adolescente em tempo de tela monetizado.
O que já fizemos
A criança que perde a mãe para o feminicídio é a vítima que o Estado costuma esquecer. Essa lei coloca o DF do lado dela.
Lei 6.937/2021
Por que no Congresso
1 Na Câmara Legislativa
Deu para amparar órfãos do feminicídio, propor a proteção nas redes, garantir passe para criança da educação infantil e destinar recurso ao socioeducativo.
2 Na Câmara dos Deputados
É onde se responsabiliza plataforma, se vincula orçamento à infância e se implanta um sistema nacional de proteção que hoje não existe.
Pai, mãe e avó de qualquer campo político sabem o que o algoritmo faz com uma criança de madrugada. Começar pelo consenso não é recuar do resto: é construir a maioria de que o resto vai precisar.
A lei NetzDG obriga as plataformas a remover conteúdo ilegal em 24 horas, com multa de até 50 milhões de euros.
O Digital Services Act aplicou 120 milhões de euros de multa ao X em dezembro de 2025. Regra vinculante muda conduta de plataforma; autorregulação não.
O que vamos fazer
Prioridade absoluta está escrita desde 1988. Falta virar orçamento.
O aluguel correu na frente do salário, e a lei que rege cada contrato é federal e é de 1991.
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