Derrubamos o aumento da passagem em 2020
Quando o governo Ibaneis reajustou a tarifa, apresentamos o decreto legislativo que anulou o aumento, e a Câmara Legislativa aprovou.
PDL 89/2020
Mobilidade e tarifa zero
69%do custo do transporte público do DF já é pago com dinheiro público.
O subsídio distrital cobre mais de dois terços do sistema. Mesmo assim, o ônibus segue lotado e a passagem segue cara. E o Vai de Graça, do governo do DF, só vale aos domingos e feriados.

O problema
Quem sai de Ceilândia, de Santa Maria ou do Sol Nascente para trabalhar no centro paga essa conta duas vezes por dia, em passagem, em tempo e em cansaço. Para quem depende do ônibus, é a decisão diária entre a passagem e outra necessidade.
Para quem dirige ou entrega por aplicativo, transporte caro é renda que evapora antes de chegar em casa. O algoritmo decide a corrida, o preço e a punição, e não mostra a regra a ninguém.
O que já fizemos
Quando o governo Ibaneis reajustou a tarifa, apresentamos o decreto legislativo que anulou o aumento, e a Câmara Legislativa aprovou.
PDL 89/2020
Por que no Congresso
1 Na Câmara Legislativa
Deu para derrubar aumento, garantir ponto de apoio a quem trabalha na rua e ampliar o passe estudantil. Não deu para bancar a gratuidade plena: o DF sozinho não fecha essa conta.
2 Na Câmara dos Deputados
É onde se cria o Fundo Nacional de Mobilidade Urbana e o custeio federal que transforma gratuidade de fim de semana em política de todo dia.
A PEC 25/2023, de Luiza Erundina, cria o Sistema Único de Mobilidade com financiamento tripartite, no desenho do SUS. Ela tramita na Câmara dos Deputados, e é lá que a tarifa zero do DF será decidida.
Sustenta de 95 a 100 mil deslocamentos por dia com tarifa zero, operando 39 linhas.
Zerou a tarifa junto com a ampliação da rede e viu o uso crescer entre 77% e 85% em um ano.
A demanda por transporte público multiplicou por quatro depois da gratuidade.
Zerou a tarifa sem investir na rede e teve efeito modesto. É a prova de que gratuidade sem ônibus não leva ninguém para casa.
O que vamos fazer
Tarifa zero de verdade é mais ônibus, mais linha e mais frequência. De graça.
O aluguel correu na frente do salário, e a lei que rege cada contrato é federal e é de 1991.
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