“Não vamos assinar cheque em branco”, afirma Fábio Felix sobre projeto que usa bens públicos para “salvar” BRB

Proposta do governador Ibaneis Rocha que autoriza uso de bens públicos para recompor parte do patrimônio do Banco de Brasília é colocada em pauta na Câmara Legislativa

O deputado distrital Fábio Felix criticou o Projeto de Lei nº 2.175/2026, de autoria do governador Ibaneis Rocha, que autoriza a utilização de bens públicos para reforçar o caixa do Banco de Brasília (BRB). A proposta foi lida na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) desta terça-feira (24).Durante pronunciamento em plenário, Fábio afirmou que o papel do Legislativo é buscar soluções reais para proteger o banco público e a população do Distrito Federal. Segundo ele, o projeto do Executivo não enfrenta as causas da crise e apenas adia suas consequências.“O último cheque que essa Casa assinou, enviado pelo governador, estava sem fundo. Não dá para confiar e assinar um novo cheque em branco”, declarou.Responsabilidade e transparênciaFábio questionou a falta de transparência em relação aos terrenos públicos apresentados como garantia e alertou para o risco de que bens do patrimônio público sejam utilizados sem clareza sobre avaliação e impactos futuros.O deputado demonstrou preocupação com os efeitos da medida sobre correntistas, pessoas com financiamento ativo e beneficiários de programas sociais pagos pelo BRB. “Esses bilhões não vão sair de graça. Quem vai pagar essa conta é a população”, afirmou.CPI do BRBDiante do cenário, Fábio Felix defendeu a abertura imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar responsabilidades nas articulações para compra de ativos do Banco Master e nas decisões do Governo do Distrito Federal relativas ao tema. Para o distrital, a investigação deve ser um compromisso institucional da Casa, sem viés ideológico. “Não é uma CPI de esquerda, de direita ou de centro. É uma CPI da Câmara Legislativa. Os 24 deputados foram eleitos para cumprir seu papel e dar respostas à sociedade”, destacou.O projeto segue em tramitação na Câmara Legislativa, enquanto cresce a pressão pela instalação da CPI para garantir transparência e responsabilidade na gestão do banco público do DF.

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