Fábio Felix alerta para precarização do metrô e defende tarifa zero como direito à cidade

Distrital participou da abertura do II Seminário Internacional sobre Mobilidade Urbana da CLDF, realizado pela Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana

Foto: Rick Rodrigues

Durante a abertura do II Seminário Internacional sobre Mobilidade Urbana da CLDF, o deputado distrital Fábio Felix (PSOL) denunciou o abandono estrutural do metrô do DF, reconheceu a luta dos metroviários e defendeu a ampliação da tarifa zero como política pública voltada ao direito à cidade. O evento foi realizado pelo mandato do deputado distrital Max Maciel (PSOL), presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana e aconteceu na manhã desta quinta-feira (21), no auditório da Câmara Legislativa do DF.

“Nós queríamos estar aqui para pensar o metrô do futuro, mas infelizmente vivemos um momento de profunda precariedade e abandono estrutural do sistema”, afirmou o deputado. 

Felix destacou que, como parlamentar, acompanha há sete anos a luta dos metroviários e metroviárias, reconhecendo o papel fundamental da categoria. “Se tem um segmento que conhece tecnicamente o metrô e se dedicou à sua construção, é essa categoria. E não numa perspectiva corporativista, mas no fortalecimento do metrô como política pública para a população”, ressaltou.

O distrital denunciou a falta de investimentos no transporte público e a priorização de obras voltadas para transporte individual. “Não temos compra de novos trens, não temos investimentos estruturais. Enquanto isso, o governo do DF já dobrou este ano o orçamento da Novacap para várias obras, como viadutos, que nem sempre têm respaldo técnico para sua construção”, criticou.

O deputado enfatizou que a mobilidade deve ser pensada como direito humano. “Mobilidade é parte da dignidade. É o que permite chegar ao trabalho, aos serviços de saúde, à escola, ao museu, ao cinema, ao acesso à cultura. É o coração do direito à cidade”, reforçou.

 

Foto: Rick Rodrigues

 

Tarifa Zero como passo fundamental

Fábio também destacou a importância da conquista parcial da tarifa zero em domingos e feriados, apontando a medida como uma vitória dos movimentos sociais. “Essa ideia que parecia maluquice no passado, quando era uma pauta histórica da esquerda, hoje é reconhecida como viável. A tarifa zero é um passo importante no fortalecimento da mobilidade urbana e temos que seguir lutando para que seja implementada todos os dias”, disse.

Ele alertou, no entanto, que a política precisa estar sob controle público. “Não podemos permitir que a tarifa zero seja comandada pelas empresas de ônibus. Ela deve ser orientada pelo Estado e pensada como garantia de mobilidade e de acesso ao direito à cidade”, afirmou.

Por fim, Felix reforçou que o transporte sobre trilhos é estratégico para o futuro da capital. “O metrô é fundamental para que a gente avance numa mobilidade moderna, sustentável e democrática. Só com investimento público e tarifa zero podemos transformar de fato o direito à cidade em realidade para toda a população”, concluiu. 

 

 

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