Hoje completamos 17 anos da implantação do sistema de cotas raciais para ingresso em universidades públicas federais. Um dia importante para falarmos sobre a criação de iniciativas que, como essa, objetivam reparação histórica, bem como, refletirmos sobre a sofisticação do racismo à brasileira que sempre procura formas de esvaziar medidas antirracistas.

Mesmo após quase duas décadas de vigência das cotas e depois de termos avanços significativos na pauta, somos surpreendidos com denúncias de pessoas brancas que tentam fraudar esta e outras políticas afirmativas. Há uma relutância em aceitar que pessoas pretas estejam nos espaços historicamente construídos para os brancos. Estamos vivenciando em nosso país um processo de tomada de consciência em relação aos impactos dos mais de 300 anos de escravização negra e do racismo estrutural que ainda é basilar em nossa sociedade, mas precisamos consolidar meios de coibir fraudes e boicotes, a fim de termos uma evolução real, não só formal, no processo de superação do racismo e seus impactos.

Neste cenário, celebrar as cotas e exigir adequações na forma de concessão delas é uma luta urgente, que se deve essencialmente aos movimentos negros, mas que precisa de apoio e endosso daqueles brancos aliados que verdadeiramente acreditem na necessidade de superação do racismo. O povo preto tem pressa! Viva as cotas.

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