Mobilização das mulheres e da oposição na Casa resultou na instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito que vai investigar crimes e rede de serviços disponíveis para as mulheres do DF

Depois de 43 dias da publicação da CPI do Feminicídio, a Câmara Legislativa decidiu formalizar a indicação dos membros que vão fazer parte da Comissão Parlamentar de Inquérito. Como a composição inicial não continha mulheres e pouco espaço para a oposição, o bloco Democracia e Resistência (PSOL/PT) se uniu às mulheres da cidade para cobrar novas indicações e a instalação imediata da CPI, que foi idealizada pelos deputados Distritais Fábio Felix (PSOL) e Arlete Sampaio (PT).

A primeira reunião de trabalho acontecerá na próxima terça-feira (5), às 15h, no Plenário da Câmara Legislativa. Na ocasião, serão definidos os ocupantes dos cargos de presidente, vice e relatoria. Os trabalhos terão duração de 180 dias – até abril de 2020 – prorrogáveis por igual período. Cinco parlamentares vão compor o grupo: Arlete Sampaio (PT), Fábio Felix (PSOL), Telma Rufino (Pros), Cláudio Abrantes (PDT) e Hermeto (MDB). A criação da CPI só foi possível graças à constante mobilização das mulheres, que realizaram uma assembleia popular, um abaixo-assinado com mais de mil assinaturas e protestaram na porta e na galeria da CLDF.

Para o deputado Distrital Fábio Felix, a CPI tem o objetivo de “investigar o que o Poder Público está fazendo, como andam as investigações de feminicídio no DF, além de ouvir mulheres e especialistas para propor alternativas de enfrentamento do fenômeno”. A meta é que, ao fim dos trabalhos, a CPI entregue um relatório produtivo e que apresente propostas eficazes para o fortalecimento da rede de proteção de vítimas de violência.

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