Projeto da escola CEM 111 do Recanto das Emas recebe emenda parlamentar para trabalhos sobre afrocentrismo, combate ao racismo e valorização da arte negra.

O projeto Descolonizando a mente foi selecionado pelo Edital Realize de emendas parlamentares e tem como objetivo ensinar para estudantes da escola no Setor P Norte, que a luta contra o racismo não pode ser apenas associada a práticas do dia a dia,  que facilmente são reconhecidas como atos discriminatórios. O intuito do debate sobre racismo nas escolas é desconstruir o que chamamos de racismo estrutural.

O professor Carlos Alberto coordena o projeto, que busca nas ferramentas da escola debater o racismo com estudantes que vivenciam esta realidade de perto. “Precisamos afrocentrar as mentes. Ainda hoje vivemos eurocentrados, sob uma perspectiva única, isso é desumano e é injusto” explica o professor sobre o projeto que debaterá as relações raciais contra a hegemonia colonialista.

Edições anteriores do projeto (Foto: Prof. Carlos Alberto)

O Brasil tem avançado no combate ao racismo nas escolas. Projetos pedagógicos são grandes aliado nesta luta que busca interromper um ciclo de preconceito que está nas estruturas da nossa sociedade. Pesquisas mostram que crianças começam reproduzir o racismo a partir dos 3 anos de idade, e os casos de sucesso que favorecem a igualdade racial foram firmados na parceira entre a família e a escola.

A partir de palestras e oficinas, professores do CEM 111 provocam nos jovens o questionamento sobre onde estavam as pessoas negras durante os marcos históricos na conquistas de direitos civis. O projeto recebeu mais de R$16 mil para compra de materiais e realização das atividades pedagógicas.

Afroempreendedorismo nas escolas


No projeto, estudantes também colocaram o aprendizado em prática. Um resultado do trabalho é a realização de uma exposição para apreciação e consumo de arte. A escola que recebe estudantes de baixa renda, também estimula o afroempreendedorismo. “Nossa metodologia inclui o empreendedorismo, aulas de como precificar um produto e um debate mais profundo sobre quanto vale a mão de obra de cada um deles.”, reforça Carlos. Os produtos são feitos em materiais recicláveis, têm a afrocentralidade como temática e serão vendidos pelas próprias alunas e alunos, podendo complementar a renda familiar.

Artes produzidas por estudantes em edições anteriores do projeto (Foto: Prof. Carlos Alberto)

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