São 31 anos desde que o ativismo de enfrentamento à AIDS rompeu as portas do preconceito para virar pauta de saúde pública. Hoje é um dia de luta e de reconhecimento cujas conquistas, infelizmente, começam a se perder.

Este ano o Ministério da Saúde colocou nas ruas uma campanha retrógrada de prevenção às ISTs. O governo Bolsonaro tem apelado para o medo e reforçado o estigma e a discriminação nas políticas públicas voltadas para prevenção e informação, desestimulando as pessoas a buscarem os serviços de saúde e negligenciando o debate sobre a educação sexual de jovens.

A população LGBTI e outras pessoas em situação de exclusão social são vítimas da necropolítica que escolhe corpos para vulnerabilizar. Ao mesmo tempo não podemos voltar ao pânico moral, em que as pessoas relativizam os cuidados com a saúde. Segundo a Organização das Nações Unidas, o Brasil cresceu em 21% os casos de AIDS entre 2010 e 2018. A realidade alerta ainda mais o DF, em que os novos casos se apresentam de forma mais acentuada entre jovens de 20 a 24 anos, e entre pessoas com mais de 55 anos.

Vivemos uma total destruição das políticas de prevenção e enfrentamos um inimigo maior: a desinformação. O projeto privatizador neoliberal, que corta os investimentos em saúde e pretende entregar nossos serviços aos interesses privados, está desmantelando um programa que já foi referência mundial. Batalhar pelo acesso aos testes, prevenção e, principalmente, contra o preconceito que marca pessoas soropositivas deve ser nossa prioridade. Temos que fazer todos os esforços possíveis para impedir que haja mais retrocessos, também lutar para reduzir os danos causados por um projeto que rechaça a diversidade e deseja impor suas crenças aos nossos corpos.

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