Pessoas trans e travestis, em geral, são invisíveis aos olhos da sociedade. Não são vistas nas escolas, porque a injúria e as agressões as expulsaram de lá. Não são vistas nas suas famílias, porque também foram afastadas por familiares que não entendem ou rejeitam suas identidades. Não são vistas no mercado de trabalho formal, exceto em alguns postos estereotipados, porque a marginalização social as empurra para a prostituição como o único meio de sobrevivência.

Apesar da transfobia, algumas conseguem driblar esse destino muitas vezes imposto e cruel. Mostram que é sim possível a uma pessoa trans ter uma vida como a de qualquer outra pessoa e ser respeitada como qualquer cidadão e cidadã que trabalha, ama e é amado sendo quem são, em sintonia com suas identidades de gênero.

O Gabinete 24 tem atuado incansavelmente para garantir que todas as pessoas transgênero tenham o direito ao mesmo tratamento dispensado às pessoas cisgênero por parte do Estado. Essa demanda não é uma luta por privilégios, mas pelo direito à dignidade, sem qualquer preconceito e discriminação, como determina a Constituição. 

Ao longo do nosso primeiro ano de mandato, apresentamos diversas ações e propostas legislativas para garantir que a população trans e travesti do Distrito Federal seja reconhecida como sujeito de direito. Conquistamos a aprovação de um projeto que garante o uso do nome social em concursos públicos e a promulgação da lei 6.356/2019, que institui em todo o DF a campanha de prevenção ao suicídio da população LGBTI.

Trabalhamos também pela conscientização da população sobre a transfobia com muito diálogo e sensibilização; cobramos melhoria e a expansão dos serviços oferecidos pelo Ambulatório Trans e a pauta, sempre atuando contra a vulnerabilização desta população no DF.

Além disso, também encaminhamos importantes indicações ao GDF para que promovam políticas de empregabilidade, que capacitem profissionais da Agência do Trabalhador de forma a respeitarem a identidade de gênero das/dos usuárias/os, que reconheçam nos boletins de ocorrência as mulheres trans em situação de violência doméstica e/ou familiar e vítimas de feminicídio e regulamente a resolução federal que garante tratamento isonômico às pessoas trans no ambiente escolar.

Lutar para que as pessoas trans e travestis não sejam invisibilizadas é lutar para que elas não sejam tratadas com inferioridade por mera conveniência de grupos políticos conservadores, que manipulam a ignorância das pessoas sobre a diversidade de gênero.

Esta deve ser a nossa tarefa não apenas hoje, no Dia da Visibilidade Trans, mas durante todos os dias do ano.

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