Apesar de o DF já estar há quase cinco meses enfrentando a pandemia gerada pelo coronavírus, o horizonte que temos pela frente infelizmente ainda não é positivo. Só de ontem pra hoje, o número local de infectados aumentou em 3 mil casos, alcançando a marca de 126 mil contaminados. Também nesta terça-feira (10), chegamos a 1.762 mortes, num cenário em que, com números de três dias atrás, já tínhamos mais mortes que 172 países! Cada vida perdida gera muito sofrimento e dor para as famílias que não mal podem realizar uma despedida digna.

Enquanto o governador Ibaneis segue com o projeto de retorno de aulas presenciais e a flexibilização do isolamento com liberação quase irrestrita de atividades, o DF, especialmente nas periferias, amarga o fato de estarem jogados à própria sorte. Matéria de hoje da Folha de São Paulo traz diversos relatos de dificuldade dos moradores dessas regiões em terem acesso aos testes de Covid-19 na rede pública, mesmo com a mudança de protocolo do ministério da saúde que incentiva a testagem inclusive em caso de sintomas leves e do argumento da secretaria de saúde quanto ao suposto grande número e fácil acesso à testagem. 

Das 31 mortes ocorridas nas últimas 24h, ao menos 18 ocorreram em cidades periféricas. Quando estes números eram mais significativos nas cidades de maior poder aquisitivo, o GDF exigia isolamento social e comercio fechado. Hoje, com quase 60% de mortes em regiões como Taguatinga e Ceilândia, temos os bares e restaurantes abertos para que a população do DF comemore não se sabe o quê. É urgente que a flexibilização irresponsável do isolamento social seja revertida. A economia, o ano escolar e tantas outras coisas podem ser recuperadas, vidas não.

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