O Distrito Federal compartilhou a angústia com confirmação da morte de Letícia Sousa Curado. A advogada, que deixou o marido e o filho de três anos, teve sua vida interrompida de forma brutal pelo machismo e ódio contra as mulheres. Esta perda fez com que a polícia descobrisse outra vítima, Genir Pereira de Sousa, e abrisse uma investigação de possíveis assassinatos em série contra mulheres que aceitaram a carona irregular de um único homem: Marinésio dos Santos Olinto.

Ato pela vida das mulheres, na Rodoviária do Plano Piloto. Foto: Isabelle Araújo

Matar uma mulher por sua condição de gênero é feminicídio, um crime tipificado desde 2015 no Brasil. 13 feminicídios são contabilizados por dia em todo Brasil, 17 casos foram registrados no Distrito Federal até agosto de 2019 e as tentativas, sem vítimas fatais, cresceram 77% em relação a 2018. As mulheres vivem em situação de insegurança em todos os espaços sociais, não podemos conviver de forma apática com essas manifestações de violência. O machismo é estrutural e o debate de gênero é urgente.

A palavra “gênero” tem sido deturpada e embutida de fake news. Na contramão dessa insensatez, precisamos continuar falando sobre a desigualdade e violência de gênero. A mulher não é objeto de nenhum homem nem deve ser colocada num papel de submissão social sem autonomia do seu corpo e sua vida. Não se trata da ideologia levantada pelo fundamentalismo, mas de justiça, respeito e igualdade. Precisamos integrar os poderes legislativo, executivo, judiciário e sociedade civil na construção de um pacto de enfrentamento ao feminicídio no DF. É pela vida das mulheres!

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