28 diligências e diversas recomendações ajudaram a melhorar protocolos de enfrentamento do Coronavírus no DF

Há seis meses, representantes de entidades de saúde se uniram à Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa com o objetivo de fiscalizar e propor melhorias a partir dos protocolos de enfrentamento ao Coronavírus no DF. Foram 28 diligências em unidades de saúde a fim de apurar denúncias de falta de insumos, equipamentos de proteção individual, leitos de UTI e ausência de condições adequadas de trabalho para profissionais que atuam na linha de frente da pandemia. Cada visita gerou um relatório de recomendações ao governo para melhoria das condições sanitárias.

Com o objetivo de socializar as informações coletadas, a equipe que esteve à frente deste trabalho apresentou hoje (24) um relatório consolidado de todas as fiscalizações realizadas desde março. A divulgação das informações aconteceu na abertura do Seminário “Direito à Saúde: desafios no enfrentamento à Covid-19”, uma parceria da Câmara Legislativa do DF com as entidades que integram a Ação Conjunta Covid.

Entre os principais problemas relatados estão a dificuldade na definição de fluxos diferenciados nas unidades para pacientes suspeitos e/ou confirmados de COVID-19, falta de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) e demais insumos necessários para tratamento do Coronavírus, falta de leitos de UTI e profissionais da saúde submetidos à precarização e insegurança, entre outros. Durante as visitas, também foram recebidas denúncias sobre contaminação em massa de equipes médicas da linha de frente desse tipo de atendimento e falta de higienização adequada das unidades de saúde, além de leitos sem respiradores e máscaras improvisadas sendo usadas nas unidades de saúde.

Abaixo você confere o relatório completo:

RELATORIO-ACAO-COVID19

“O trabalho da Ação foi essencial para o recebimento de denúncias de pessoas que se sentiram desamparadas e apontaram negligências do governo nos serviços de atendimento à população. Todos os relatos foram encaminhados ao poder público para providências e muitas melhorias hoje implementadas se devem ao trabalho dedicado de todas as entidades que integram esse coletivo”, destaca o deputado Distrital Fábio Felix (PSOL), que também é presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF.

“Após 6 meses de visitas, algumas unidades se adequaram ao fluxo diferenciado para Covid-19. Contudo, a maioria ainda tem dificuldades na adequação do fluxo, à exceção dos Hospitais de Campanha”, aponta o relatório. O documento também recomenda qualificação permanente e atendimento psicológico para os profissionais de saúde que lidam diretamente com a pandemia e seus efeitos.

Integram a Ação Conjunta Covid19: Comissão de Direito à Saúde da OAB/DF; Conselho de Saúde do Distrito Federal – CSDF; Conselho Regional de Saúde de Brasília – CRSB; Conselho Regional de Medicina – CRMDF; Comissão de Direitos Humanos, Cidadania, ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa do Distrito Federal – CDDHCEDP; Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal – SindEnfermeiro; Conselho Regional de Enfermagem – COREN-DF; Associação Brasileira de Enfermagem – ABEn; Conselho Regional de Psicologia – CRP; Conselho Regional de Serviço Social – CRP; Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem do Distrito Federal – SINDATE.

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