O ministro da Educação, Milton Ribeiro, resolveu aparecer depois de estar sumido há dois meses, desde que tomou posse, com declarações absurdas e criminosas. A entrevista que ele deu ao Estadão está repleta de absurdos e mostra, mais uma vez, que para ser ministro de Bolsonaro a pessoa deve pensar exatamente o contrário dos objetivos da pasta que ocupa. 

Além de dizer que não é responsabilidade do MEC garantir o acesso a internet para os estudantes que mais precisam durante a pandemia, o ministro não teve qualquer vergonha ou pudor em ser LGBTfóbico.

Eu quero dizer para o senhor Milton Ribeiro que eu sou gay com orgulho e não cresci numa família “desajustada”. Minha mãe e meu pai sempre me deram muita atenção e carinho e hoje sou um deputado distrital que luta contra esse tipo de pensamento que estimula a discriminação e a violência contra pessoas como eu, que faz com que crianças e adolescentes cresçam odiando quem são e até chegam a tirar a própria vida.

A família de comercial de margarina que o ministro considera como a única “normal” já deixou de ser maioria no Brasil há muito tempo. Quase 60% dos lares brasileiros são formados por novos tipos de família. Ou o ministro acha que famílias chefiadas por mulheres, com mães-solo, onde avós e avôs criam seus netos são todas “anormais”? Quando foi que o ministro descobriu que era heterossexual? Por acaso ele já ficou com um homem pra ter certeza? É inadmissível que em pleno ano de 2020 um ministro da Educação espalhe preconceito e discriminação e fique impune.

O casamento civil igualitário já é realidade há 7 anos. Mais de 35 mil casais homossexuais já selaram seu amor e são reconhecidos como famílias pelo Estado brasileiro, além das milhões de LGBTs que ainda vivem com suas famílias ou construíram outros tipos de família.

Desajustada é a família de Bolsonaro, que colocou quase todos os seus filhos na política para fazerem rachadinha com dinheiro do povo brasileiro.  Nós existimos, temos família e nosso amor e existência não serão marginalizados.

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