Bolsonaro retoma sua perversidade ao censurar e reprimir manifestações culturais, dessa vez por meios de caminhos “institucionais”. A censura nestes casos se dá através da utilização do aparelhamento do Estado e sufocamento econômico dos artistas e produções culturais que vão na contra mão da ideologia autoritária, discriminatória e excludente do presidente da República e dos bajuladores que o cercam.

O ator Wagner Moura, que dirigiu a cinebiografia do guerrilheiro comunista e deputado federal Carlos Marighella, denunciou a destruição da Ancine durante exibição do filme na Universidade de Columbia, em Nova York. A Agência de Cinema, que durante a sua história foi fundamental para a existência de filmes brasileiros premiados em todo mundo, agora tem imposto obstáculos para que o longa faça sua estreia no Brasil.

Seu Jorge e Wagner Moura nos bastidores do filme Marighella. Foto: 02 Filmes / Divulgação

A cultura é um lugar importante para transformarmos o mundo que queremos. Ela tem um papel fundamental no fortalecimento de outros direitos porque humaniza e amplia a visão de mundo das pessoas. O governo Bolsonaro ataca as políticas culturais, utilizando como recurso limitar a visão das pessoas, mantendo a população submissa aos seus desmandos e retirada de direitos.

Defender as artes, os artistas e a cultura é defender a possibilidade de transformação do mundo com mais aceitação, pluralidade, liberdade e capacidade crítica. Precisamos lutar para garantir e apoiar iniciativas que garantam à população acesso aos bens culturais e aos equipamentos de cultura. Não aceitaremos a censura!

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