Teremos Praça Marielle Franco no DF

8 dez 2020, 15:33 Tempo de leitura: 1 minuto, 46 segundos
Teremos Praça Marielle Franco no DF

Veto do governador Ibaneis é derrubado em dia de mobilização nacional pelos mil dias da execução da vereadora carioca

Brasília se junta a mais de 150 lugares do mundo que hoje carregam o nome de Marielle Franco, vereadora executada durante exercício do mandato parlamentar. A criação da Praça Marielle tinha sido aprovada pela Câmara Legislativa em novembro de 2019, mas o governador Ibaneis vetou a norma. Hoje, data de mobilizações nacionais pelos mil dias do assassinato da militante carioca e de seu motorista, Anderson Gomes a CLDF derrubou o veto do emedebista e uma praça no Setor Comercial Sul receberá o nome da ativista em direitos humanos.

Deputado Fábio Felix discursa na Tomada da Praça Marielle Franco, janeiro de 2020. Foto: Alexandre Bastos

O local escolhido para a criação da Praça foi o Setor Comercial Sul (próximo à Galeria dos Estados). “Hoje conquistamos uma grande vitória para todos aqueles que militam em prol dos direitos humanos. Derrubamos o veto à Praça em data bastante simbólica, quando cobramos o desfecho dos assassinatos de Marielle e Anderson. Já são mil dias sem respostas e sem justiça”, destaca o autor do projeto, deputado Distrital Fábio Felix.

Praças, bibliotecas, jardins, prédios públicos, ruas e avenidas. Mais de 150 lugares do mundo hoje se chamam Marielle Franco. A capital do Brasil agora se une a diversos países que decidiram eternizar o legado da vereadora carioca. O projeto da Praça Marielle Franco já tinha sido validado pela população em duas audiências públicas realizadas pela CLDF.Fábio Felix considera a derrubada do veto à lei um recado “contra o ódio e contra a intolerância”. “A execução de Marielle é um grave atentado à democracia brasileira. Não podemos achar natural que uma parlamentar, legitimamente eleita, tenha sua vida interrompida por defender os direitos das minorias e das populações vulneráveis. Exigimos justiça para Marielle e ocuparemos essa praça com muita cultura e resistência para que a memória dela se mantenha viva”, afirmou.